Agronegócios

No que se refere ao setor do agronegócio cearense, a política governamental se orienta pela importância para a economia cearense de fortalecer as vantagens competitivas do Estado que se comprovaram nos últimos anos. Como estratégia de gestão, o Governo Estadual estimulou a sua organização em câmaras setoriais, podendo ser citadas as do caju, camarão, carnaúba, flores, fruticultura, leite, mel, ovinocaprinocultura e tilápia.
O resultado esperado neste tema estratégico é a economia rural fortalecida, sustentável, solidária e competitiva.

O agronegócio cearense é de suma importância para o Estado tanto pela sua relevância social quanto econômica. Os números na geração de empregos e exportações são expressivos, bem como na produção de diversas atividades. Fruticultura, floricultura, leite, pescados, mel e carnaúba estão entre os principais subsetores, fazendo com que o Ceará represente 22,4% das exportações totais do Estado em 2017.

Floricultura

A produção de flores, está distribuída em 5 polos de produção do Estado, abrangendo 28 municípios dos 184 existentes, estabelecidos e organizados em função do desenvolvimento regional e dos diversos micro climas do Estado. O principal polo de irrigação do Ceará é o Polo da Ibiapaba, onde a atividade de floricultura destaca-se com elevada taxa de crescimento e incremento substancial dentre todas as atividades desenvolvidas na região.

  • 5 polos com 28 municípios
  • Vr. VBP: R$ 214 milhões
  • Empregos diretos: 3,3 mil
  • Área irrigada – 350 hectares
  • Exportações – US$ 1 milhão em 2017

O setor de floricultura do Ceará está consolidado e estruturado por meio da Câmara Setorial de Flores e Plantas Ornamentais (CS Flores), organizada no âmbito da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), para identificar entraves e propor soluções ao setor, interagindo com a iniciativa privada.

O agronegócio cearense tendo por base a agricultura irrigada, além de contribuir em emprego e renda no campo, tem melhorado o desempenho da balança comercial através do incremento das exportações. Destacam-se na pauta de exportações cearenses as flores e produtos da floricultura, realizada pelos dos portos do Mucuripe e do Pecém.

Em função das dificuldades no uso do modal aéreo, a produção forte e demandante até então voltada para o mercado interno, tem nova oportunidade no mercado interno pois os produtos de maior valor agregado como as flores e rosas inclusive, somente podem ser exportadas convenientemente por via aérea. Nesse particular, as articulações internacionais do Estado, com a implantação de um novo HUB aéreo  e novos voos internacionais a partir de Fortaleza, devem melhorar as condições de logística para a exportação de flores, um dos maiores agronegócios potenciais do Estado.

Fruticultura

Em função de diversos fatores como as condições naturais de clima e solo, propícias ao seu cultivo, a fruticultura, de modo geral, sempre foi um expoente da agricultura cearense, gerando emprego e renda no interior e fazendo do Ceará, historicamente, um dos maiores produtores do Brasil. Se destacam frutas como o caju, coco, maracujá, banana, mamão, manga, acerola, melão e melancia.

Além das condições naturais de produção, a localização do Estado no hemisfério sul lhe dá a condição única de logística internacional, como o menor “transit time” para o hemisfério norte, além de grandes investimentos em dois portos internacionais, o do Mucuripe, em Fortaleza, e o Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante. O Estado do Ceará se destaca ainda nas novas oportunidades de desenvolvimento econômico, incentivos fiscais e investimentos em infraestrutura hídrica e energias renováveis.

  • 6 polos de produção com 64 municípios
  • Produção – 1.200 toneladas
  • Vr. VBP: R$ 912 milhões
  • Empregos diretos – 30 mil
  • Área irrigada – 45 mil hectares
  • Exportações – US$ 73 milhões em 2017

A fruticultura irrigada cearense de alta tecnologia detém os números mais expressivos da agricultura local, tornando o Estado um grande exportador brasileiro de frutas frescas e sucos de frutas. Destacam-se nas exportações o melão, a melancia, a banana, o mamão e a manga, produzidas com alta qualidade, produtividade e tecnologia pós-colheita.

Organizados espacialmente em 6 polos de produção irrigada do Estado: Ibiapaba, Baixo Acaraú, Curu/Metropolitano, Baixo Jaguaribe, Centro Sul e Cariri, a fruticultura irrigada possui cerca de 45 mil hectares em produção, abrangendo 64 municípios, dos 184 existentes (35%), criados a partir do conceito de desenvolvimento regional. A atividade de fruticultura destaca-se com elevada taxa de crescimento e incremento substancial dentre todas as atividades desenvolvidas no Estado.

A política do setor de fruticultura do Ceará está consolidada e estruturada através da atuação da Câmara Setorial da Fruticultura do Ceará, um instrumento de integração das cadeias produtivas, organizando os elos da cadeia de produção, criadas e organizadas no âmbito da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), para identificar entraves e propor soluções ao setor, coordenada pela iniciativa privada e interagindo com os órgãos governamentais, uma característica do Ceará nas relações Governo/Iniciativa privada.

Portanto, a fruticultura de alta tecnologia no Ceará é um dos principais agronegócios do Estado, em pleno desenvolvimento e alto potencial.

Pescados

A carcinicultura cearense se destaca nacionalmente e posiciona o Ceará como o maior produtor brasileiro. Sua expansão, saindo das tradicionais regiões de cultivo ao longo do litoral e partindo para as áreas continentais do estado, provam que esse setor da economia cearense pode ser a redenção para as populações mais carentes do estado, pois podem ser instaladas em regiões que apresentem condições diversas de solo e água, sem perder seu potencial produtivo.

  • 1º produtor brasileiro de camarão cultivado
  • 1º, 2º, 3º e 4º municípios maiores produtores nacionais: Aracati, Acaraú, Beberibe e Jaguaruana
  • 5 polos com 23 municípios
  • Área: 7 mil hectares
  • Produção: 35 mil toneladas
  • Vr. Produção – VBP : R$ 394 milhões
  • Produtores: 325
  • Empregos diretos 13 mil

Já a tradição da pesca da lagosta é responsável 75% da produção nacional. Extremamente saborosa, é considerada uma carne nobre. O pargo, peixe utilizado tradicionalmente na famosa peixada cearense, e outros peixes tradicionais como a pescada amarela e branca, ariacó, cioba, dentão, guaiuba, sirigado, cavala, robalo, serra e o caranguejo também estão entre os frutos do mar encontrados no Ceará.

A tilápia, outro forte pescado produzido no Ceará, foi introduzida nos açudes cearenses e rapidamente e se disseminou como uma alternativa para os pescadores do interior do estado. Em seguida com o seu cultivo controlado em viveiros de engorda e tanques redes, a produção desse pescado colocou o Ceará como um dos líderes nacionais nesse segmento. O consumo interno de toda a produção de tilápias vem corroborar a importância desse peixe para a economia cearense.

  • 2º produtor brasileiro de tilápia
  • Potencial de produção d 200 mil toneladas e exportação de US$ 100 milhões/ano
  • Jaguaribara e Orós são 1º e 2º maiores produtores
  • 6 polos com 55 municípios e 60 açudes
  • Área: 160 hectares
  • Produção: 36 mil toneladas
  • Vr. Produção – VBP: R$ 214 milhões
  • Empregos diretos: 1,6 mil produtores e 130 associações

Recentemente, a pesca do atum vem sendo explorada no litoral cearense com maior destaque através de incentivos à pesca industrial desse pescado. O objetivo é fsuprir as indústrias de pescado em conserva que começam a se interessar em instalar-se em nosso estado.